Um dos musicais mais icônicos de todos os tempos está prestes a ganhar uma nova e inusitada forma. A LW Entertainment anunciou uma parceria com a Qubic Pictures para desenvolver uma adaptação em anime de O Fantasma da Ópera, o clássico musical de Andrew Lloyd Webber. A produção ficará a cargo de Justin Leach, fundador da Qubic Pictures e co-produtor executivo da aclamada antologia Star Wars: Visions.
Com experiência em unir elementos da cultura ocidental e oriental, Leach também foi showrunner dos animes Eden e Leviathan. Segundo ele, este é um projeto único, capaz de combinar a grandiosidade e emoção do teatro musical com a estética e a narrativa profundas da animação japonesa, criando uma obra que fale tanto aos fãs do original quanto a uma nova geração de espectadores ao redor do mundo.
“O nosso objetivo é criar uma experiência atemporal e emocionalmente impactante que honre o legado desta história icônica”, afirmou Leach, destacando o entusiasmo em colaborar com a equipe da LW Entertainment. A adaptação fará parte de um conjunto maior de novos projetos cinematográficos e televisivos baseados nas obras de Lloyd Webber.
O Fantasma da Ópera estreou no West End de Londres em 1986 e chegou à Broadway em 1988, tornando-se um fenômeno mundial. Inspirado no romance de Gaston Leroux, publicado originalmente entre 1909 e 1910, o musical narra a história de Christine Daaé, uma jovem cantora, e do misterioso Fantasma que vive nos subterrâneos da Ópera de Paris. A produção original é considerada uma das mais premiadas e populares da história do teatro.
A escolha de Justin Leach para liderar o projeto reforça a ambição da adaptação. Seu trabalho mais recente, Leviathan, foi produzido em parceria com o Studio Orange e estreou exclusivamente na Netflix em julho, recebendo elogios pela qualidade técnica e narrativa. Leach tem se destacado por criar produções capazes de dialogar com um público global, mantendo a identidade visual e cultural do anime.
A própria antologia Star Wars: Visions, lançada na Disney+ em 2021, é um exemplo do potencial dessa abordagem. Contando com estúdios renomados como Trigger, Kinema Citrus, Production I.G e Science SARU, o projeto mostrou como a animação japonesa pode revitalizar franquias consagradas do Ocidente algo que agora promete acontecer com O Fantasma da Ópera.